Como acontece a

Transmissão

Com base nos resultados do sequenciamento do genoma do vírus e na análise evolutiva, o morcego é suspeito como hospedeiro natural de origem do vírus. Provavelmente, o SARS-CoV-2 foi transmitido aos seres humanos a partir dos morcegos por meio de hospedeiros intermediários desconhecidos, sendo que a transmissão tem sido exclusiva desde então de humano para humano.

As rotas convencionais de transmissão do SARS-CoV-2 consistem em gotículas respiratórias e contato direto. Embora as amostras respiratórias tenham a maior concentração, o vírus pode ser detectado em outras amostras, incluindo fezes, urina e sangue.

A SARS‐CoV‐2 possui patogenicidade e transmissibilidade poderosas, sendo mais infecciosa do que a SARS‐CoV-1 e a MERS‐CoV. Além disso, o vírus pode se espalhar em um ambiente não ventilado com altos níveis de aerossóis virais.

A poderosa infectividade da Covid-19 pode ser explicada pelos últimos achados que mostraram que o vírus se liga a receptores da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) com uma afinidade mais alta que a SARS-CoV-1. Além disso, em relação a expressão de ECA2 no intestino e nos rins, a SARS‐CoV‐2 pode infectar esses tecidos e entrar nas fezes, permitindo que seu potencial se espalhe pela via fecal‐oral, fato que ainda necessita ser melhor estudado.

Ainda, não há de se ignorar a transmissão de SARS-CoV-2 através da superfície ocular, pois gotículas e fluidos corporais infectados podem facilmente contaminar o epitélio conjuntival humano. 

Há relatos de pacientes que em contato com familiares assintomáticos, foram contaminados e desenvolveram os sintomas posteriormente, mostrando que pessoas assintomáticas podem infectar outras pessoas.

Até o presente momento, não existem evidências de que o SARS‐CoV‐2 possa ser transmitido no útero. Isso indica que o risco de transmissão vertical da doença é limitado, pois, em pesquisa realizada, não havia presença de partículas virais no sangue do cordão umbilical e no tecido placentário.

Até o presente momento, não existem evidências de que o SARS‐CoV‐2 possa ser transmitido no útero. Isso indica que o risco de transmissão vertical da doença é limitado, pois, em pesquisa realizada, não havia presença de partículas virais no sangue do cordão umbilical e no tecido placentário.

Por fim, claramente a transmissão eficiente de humano para humano é um requisito para a disseminação em larga escala desse vírus emergente. No entanto, a gravidade da doença é um fator importante na capacidade de um vírus se espalhar, bem como em nossa capacidade de identificar os infectados e de contê-los.

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