Complicações

da COVID-19

As complicações mais frequentemente reportadas para pacientes apresentando COVID-19 foram sepse, insuficiência respiratória, síndrome da angústia respiratória do adulto, insuficiência cardíaca, choque séptico, coagulopatias, injúria cardíaca aguda e injúria renal aguda.

Os principais preditores independentes de mortalidade para pacientes com COVID-19 seriam apresentarem, a partir do início dos sintomas ou da admissão hospitalar, uma síndrome da angústia respiratória do adulto (HR 7,89 e HR 7,11, respectivamente) e uma injúria cardíaca (HR 4,26. e HR 3,41)

 

Complicações Cardiovasculares

Distúrbios pulmonares comumente acabam por sobrecarregar o sistema cardiovascular. Pacientes com pneumonia comunitária apresentam mais frequentemente insuficiência cardíaca aguda, ou descompensação da mesma, arritmias e infartos do miocárdio. Fatores de risco para isso incluem idade avançada, doenças cardiovasculares preexistentes e maior gravidade da pneumonia em sua apresentação inicial. A presença de doença arterial coronariana também está associada a novos eventos cardíacos e a piores desfechos de infecções respiratórias por influenza e outros vírus.

No contexto da COVID-19, um estudo identificou que a suscetibilidade à injúria cardíaca está associada a doenças cardiovasculares preexistentes, já que cerca de 30% dos pacientes com lesão cardíaca tinha histórico de doença coronariana e 60% eram hipertensos.

A injúria cardíaca aguda associada a COVID-19 é caracterizada pelo aumento dos níveis séricos de troponina, presença de anormalidades ao eletrocardiograma ou ao ecocardiagrama. A injúria cardíaca aguda ocorre em 7-22% das hospitalizações, sendo prevalente em aproximadamente 20% dos pacientes internados em CTI e em 60% dos casos que vão a óbitos. A insuficiência cardíaca e o choque cardiogênico podem ocorrer em 23% das hospitalizações, com prevalência de 52% nos casos fatais e de apenas 12% em não-fatais. Arritmias inespecíficas estão presentes em 17% das hospitalizações, sendo prevalentes em 44% dos casos fatais e apenas 7% em casos não-fatais.

Em outro estudo, do total de 68 casos fatais, 36 pacientes (53%) morreram devido a insuficiência respiratória, 5 pacientes (7%) com dano miocárdico e insuficiência circulatória, 22 pacientes (33%) morreram devido a insuficiência circulatória e respiratória e 5 restantes (7%) de causa desconhecida.

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